Textos Divertidos DE QUIMÍCA

Um Químico Apaixonado

Berílio(Be) Horizonte, Zinco(Zn) de Benzeno de 2000.
Querida Valência,
Não estou sendo precipitado e nem desejo catalisar nenhuma reação irreversível entre nós dois, mas sinto que Estrôncio(Sr) perdidamente apaixonado por você. SaBismuto(Bi) bem que a amo. De Antimônio(Sb) posso lhe assegurar que não sou nenhum Érbio(Er) e que traBário(Ba) muito duro, como o Ferro(Fe) e o Vanádio(V), para levar uma vida estável.
Lembro-me de que tudo começou nUrânio(U) passado, com um Arsênio(As) de mão, quando atravessávamos uma ponte de hidrogênio.
Você estava em um carro Prata(Ag), com Ródio(Rh) de Magnésio(Mg) e Titânio(Ti), brincos de Rubídio(Rb) e Zircônio(Zr) e sapatos Európios(Eu).
Houve uma atração forte entre nós dois, acertamos os nossos coeficientes, compartilhamos nossos elétrons, e a ligação foi inevitável. Inclusive depois, quando lhe telefonei, mesmo cega de Enxofre(S), você respondeu carinhosamente: "Próton, com quem tenho o Praseodímio(Pr) de falar?"… Nosso namoro é Cério(Ce), estava Índio(In) muito bem, como se morássemos em um palácio de Ouro(Au), e nunca causou nenhum Escândio(Sc).
Eu brometo que nunca haverá Gálio(Ga) entre nós e até já disse químicasaria com você. Espero que você não esteja saturada, pois devemos buscar uma reação de adição e não de substituição.
Soube que a Inês Chumbo(Pb) grosso lhe contou que eu a emBromo(Br): Manganês(Mn) cuidar do seu Cobre(**) e acredite Níquel(Ni) digo, pois saiba que eu nunca agi de modo Estanho(Sn). Caso algum dia apronte alguma, eu sugiro que procure o Avogrado Lawrêncio(Lr) e que me metais na cadeia

Uma historinha curta sobre um dos grandes personagems da nossa química:

Filho bastardo da ligação covalente de um gás nobre e uma substância pura, que não soube usar a tabelinha periódica. Aldeido Fenol ficou conhecido por seu temperamento explosivo, já que costumava provocar reações eletrolíticas sempre que alguns maus elementos, ou metais da pesada, como o trio Bismuto(Bi), Irídio(Ir) e Tálio(Ti), discordavam dele.

Empresário de sucesso, era conhecido como o "rei da segunda via" por causa da enorme quantidade de complexos de carbono que vendia em escritórios e repartições. Mas com o advento da xerox, Aldeido foi à bancarrota e conheceu a miséria.

Em situação deplorável, teve que se sujeitar a tudo, tendo, inclusive, entregado seu anel benzênico a diversos elementos, como os famigerados Paládio(Pd), Molibdênio(Mo) e Cádmio(Cd), que não dispensaram a oportunidade de meter-lhe o Ferro(Fe). Comenta-se que até o Titânio Arnaldo Antunes e o eterno craque rubro-negro Zinco estiveram naquele **(Cobre). O contato com metais de transição, que jamais desejaram uma ligação estável, fizeram de nosso saudoso Fenol, uma figura insípida, inodora e incolor. Aldeido vivia na maior água.

No inicio dos anos 70, enveredou pelo caminho das drogas, cheirando polímeros e fazendo uso de um acido de alto teor PH que tirava todos os seus neutrons de órbita. Desempregado, nas CNTP vivia em estado sólido, mas mesmo duro, Aldeído não conseguia abandonar o vício, queimando suas parcas economias ao vender as suas últimas propriedades químicas.

Numa triste tarde de outubro, Aldeido foi preso e levado para uma cadeia molecular de segurança máxima. Lá recebeu a pressão de um vapor, que havia lhe adiantado uns compostos orgânicos. Depois de uma acalorada (+ ou- 360 Fahreinheit) discussão, o marginal partiu para a violência e, usando sua massa molecular, trucidou o pobre Aldeido Fenol, que não teve tempo nem para uma simples reação iônica

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